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| Análise baseada em fatos reais |
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Em qualquer que seja a área profissional ou de atuação de um indivíduo, é certo que sempre encontraremos bons e maus exemplos.
Também é certo que qualquer serviço prestado requer coerência e responsabilidade de quem o recebe, seguindo regras e instruções para maior durabilidade e eficiência. Um médico, por exemplo, precisa que o paciente siga as prescrições para maior garantia de cura e restabelecimento de sua saúde; um pedreiro precisa que o contratante respeite o tempo de secagem para a resistência do concreto; um advogado precisa que seu cliente siga as orientações para aumentar suas chances de ganho de causa.
Portanto, na área da educação temos também as mesmas necessidades, ou seja, alunos precisam cumprir tarefas, ouvir, se comprometer com sua aprendizagem, tanto quanto seus pais e, é claro, o professor.
Assim também na política e, infelizmente, nosso pior exemplo, os cidadãos precisam acompanhar, conferir, cobrar e fazer valer seus direitos para que um cargo temporário não vire mero “reforço no orçamento”.
Ouvir críticas também faz parte do mundo profissional e ao ouvi-las é normal que nos sintamos feridos, tristes ou até enraivecidos. Mas quando a “cabeça esfria” muitas vezes a reflexão nos leva a uma mudança positiva no modo de agir.
Por outro lado, algumas críticas, tem o poder de despertar em nós sentimentos ainda mais profundos como a indignação e a mágoa. Isso ocorre quando elas são injustas e infundadas.
Foi o que ocorreu na última sessão do Legislativo de nossa cidade, onde um dos representantes manifestou sua opinião a respeito dos protestos e reivindicações dos professores estaduais diante de medidas adotadas pelo governo atual. Suas palavras nos atingiram de uma forma fulminante: “visão estreita” ; “ não ser formador de opinião não credencia o professor ao reconhecimento que merece” ; “se perdeu muito da vocação do mestre” ; “ se escolhe aquilo que é mais fácil de fazer”; “ dar as aulinhas dele e vai embora... fim do mês quer seu salário... parece que está sendo assim, pelo menos em Tenente Portela, com raras exceções...”
Será que, como aluno (no seu tempo), pai e a experiência de professor por 3 meses esse cidadão constatou tudo isso? E quantas vezes será que foi à escola de seus filhos exigir, com todo direito de pai, uma educação melhor para eles? Quantas vezes, como vereador, visitou as escolas locais e seus eventos para esclarecer suas opiniões ou sugerir atitudes diferentes? Como avalia seu desempenho como “mestre” por 3 meses? Se o seu aluno perguntasse sobre a função dos otolitos no vestíbulo do ouvido médio ou sobre que país é hoje a antiga Mesopotâmia ou até que profundidade atingem os poços artesianos da CORSAN em nossa cidade ou de onde saiu o valor do π ou simplesmente por que dói o abdome do lado esquerdo, durante uma atividade física forçada?
Pois arriscamos dizer com propriedade que nem todas as respostas estariam na “ponta de sua língua”, mas com certeza poderia buscá-las com facilidade e depois saciar a curiosidade de seu aluno.
Queremos com isso argumentar que somos mestres, sim, e isso não significa deter todos os conhecimentos, mas sim estar sempre buscando esse conhecimento, reciclando nosso saber.
Quanto à visão estreita, nosso argumento é simples, queremos fazer parte da construção das mudanças e não simplesmente ser obrigados a colocá-las em prática a qualquer custo, como o Ensino Politécnico, uma proposta que esbarra em inúmeras falhas. Interdisciplinaridade e pesquisa não são novidades na Educação. Novidade é criar um contra-turno para o jovem vir na escola quando, a maioria deles, já estão inseridos no mercado de trabalho e dependem financeiramente disso para equilibrar o orçamento familiar.
Não ser mais um formador de opinião? É, às vezes é difícil formar uma opinião num indivíduo que tem acesso à mídia mais veloz que existe e faz uso dela apenas para jogos inúteis e conversas sem sentido.
Muitos de nossos alunos passam a noite “conectados” para no outro dia permanecerem “desconectados” na escola. Os pais vão dormir, cansados depois de um dia de trabalho, mas os filhos ficam navegando entre canais de TV e sites de relacionamento. Isso é responsabilidade do professor? Poucos pais aparecem na escola para conversar entre os finais de trimestres sobre a aprendizagem de seus filhos, alguns nem buscam o boletim. Julgam os jovens auto-suficientes, muito menos perguntam o que estão aprendendo ou acompanham as tarefas de casa. Não tem mais “tempo” para isso.
E nós, educadores, trabalhamos nas escolas nossa carga horária, carregamos trabalho para casa, inclusive nos finais de semana, tentamos fazer “mágica” para atrair o interesse dessa clientela na sala de aula e ainda assim somos acusados de “fazer o que é mais fácil” e de não ter vocação?
Com todo respeito, não temos vocação pra fazer “papel de bobo” trabalhando cada vez mais e recebendo cada vez menos.
Não lhe parece estranho recusarmos o “maior percentual de aumento concedido em todos os tempos”? Sabemos fazer contas! Só queremos o que é justo! O piso nacional e nosso plano de carreira, afinal de contas não trabalhamos uma vida inteira investindo em cursos de qualificação e nos adequando às “novidades” de cada governo para nos aposentar sem garantia de dignidade. Sem falar que avaliar-nos por índices de evasão escolar é no mínimo transferir novamente uma responsabilidade social para um único cidadão.
E dar “aulinhas” talvez seja o que fazem os governos quando de 4 em 4 anos “inventam coisas” para usar a frase “nosso governo realizou”, eliminando possibilidades incríveis de desenvolvimento na educação. Milhões e milhões gastos com materiais impressos e formação para explicar as novas intenções, sem analisar sequer os resultados da proposta anterior.
Temos que navegar nesse mar de oscilações e perdemos um tempo precioso.
Há perda de qualidade ao longo do tempo? Nunca negamos essa realidade, mas por outro lado a desmotivação não é uma opção, é conseqüência. Ainda assim iniciamos nosso ano letivo cheios de energia e esperança. Esperança de que nossas vozes sejam ouvidas e ecoem na integridade que resta nos políticos que nos representam.
E se diante de uma realidade tão desfavorável, nossas escolas frequentemente recebem prêmios por projetos que desenvolvem, julgamos que nossa honra está imaculada!
Ainda em tempo, aos pais que são nossos parceiros na educação dos filhos, um agradecimento profundo pelo compromisso mútuo, pela responsabilidade que garante uma educação mais eficiente e assegura a eles um espaço digno na sociedade.

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| Escrito por:Marlene Staub - 20/03/2012 21:50 |
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| Recomeçar olhando em frente, sempre! |
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Voltei! Pois é, meu blog ficou temporariamente "abandonado". Os motivos? Férias ocupadíssimas! Não com passeios e viagens como é comum nessa época, mas dedicada a cuidar dos detalhes da nossa casa que está em fase de conclusão. Um sonho realizado! Que sensação prazerosa curtir cada tijolo assentado, cada detalhe a mais, dia a dia...
Mas não voltei para falar disso, hoje tive vontade de escrever um novo post falando do meu primeiro dia de trabalho depois das férias.
Sim, hoje iniciamos o ano letivo em nossa escola, com reuniões, distribuição de turmas e planejamento. Iniciamos a reunião com um a um dos professores falando o que desejava para esse ano.
O que se ouviu? Talvez você esteja adivinhando: “ Quero alunos melhores”, “Quero mais responsabilidade dos estudantes”, “ Quero mais apoio dos pais”, “Quero mais tempo para planejar”, “Quero melhores salários”... Pois pasmem vocês!
NADA DISSO SE OUVIU! Ao contrário, ouviu-se: “Quero agradecer mais”, “Quero ouvir mais” “Quero comemorar cada dia, tudo que tiver de bom”, “ Quero encarar os desafios”, “ Quero encarar o magistério não como missão, mas como profissão e ser valorizado por isso”. “ Quero ser alertado quando cometer equívocos”, “ Quero incentivar a humanização”, “ Quero me preparar para a aposentadoria”...
Que retrato maravilhoso do meu grupo de trabalho!! Estamos sujeitos a todo tipo de agressão (verbal, física, mental, financeira...) e nem por isso deixamos a chama do desejo de fazer bem feito se apagar. Erramos? Sim, somos humanos lembrem-se! Mas também acertamos muito e queremos acertar cada vez mais. Isso é tudo que importa: QUERER, DESEJAR E FAZER ACONTECER.
Que venham os desafios, as dores para mostrar que estamos vivos, os tropeços para podermos recomeçar e os sucessos para podermos COMEMORAR.
E colegas, não se esqueçam de estufar o peito, se encher de orgulho e falar alto e claro:
SOU PROFESSOR(a) COM MUITO ORGULHO!!!!!
Afinal de contas, quando a gente se aposentar, muitos vão perder o privilégio de poder compartilhar da nossa garra, do nosso brilho, da nossa polivalência, porque professor não sabe apenas ler e escrever. Sabe pensar, criar, contar histórias, dançar, representar, rir, chorar, experimentar, descobrir, explorar, conviver, avaliar, registrar, correr, pular, cair, cantar, instruir, orientar, educar!
Um ótimo ano letivo de 2012 a todos os professores e alunos!
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| Escrito por:Marlene Staub - 16/02/2012 20:35 |
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| A melhor infância |
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Crianças brincam com água da chuva / Foto: Sandro Medeiros
Toda criança tem direito à uma infância plena, onde seus direitos básicos sejam assegurados pela família, comunidade e sociedade. Todos sabem disso, a lei ampara esses direitos, mas nem sempre o que se observa no contexto da sociedade atual reflete isso. Em enquete publicada no site www.portelaonline.com.br sobre qual ou como seria a melhor infância, 86.63% dos internautas votaram na opção em que a criança imagina e recria possibilidades de brincar e se divertir; 8.91 % votaram no acesso à todo tipo de formação (línguas, natação,música,...) e a segunda opção (última colocada na enquete com apenas 4,46% dos votos) que afirma que a melhor infância é aquela em que a criança está cercada de recursos tecnológicos e acesso à informação; contraditoriamente, é a que se pode observar mais efetivamente no nosso cotidiano, pois desde muito pequenas, as crianças são presenteadas com todo tipo de recurso tecnológico que o poder aquisitivo das famílias permitir (celulares, computadores, acesso à internet, vídeo games,...) Há algumas gerações as crianças eram desafiadas a “inventar” formas de brincar e até mesmo os próprios brinquedos e assim construíam sua autonomia. Hoje, as crianças da era tecnológica, manipulam essas “máquinas” com destreza invejável, mas mal sabem ler ou realizar uma simples operação matemática, não sobem em árvores, nem tomam banho de rio, não visitam os amigos em suas casas (apenas virtualmente), não andam de bicicleta, não tomam banho de chuva, não brincam na lama, não soltam pipa, não andam de perna de pau... Então, o que justificaria tal resultado na enquete? Talvez nele transpareça o desejo de que toda criança tivesse a oportunidade, tal qual outros tiveram, de viver plena e verdadeiramente aquela que é, sem dúvida, a melhor infância. Gosto muito dos recursos tecnológicos e inclusive os utilizo como ferramentas de trabalho, mas agradeço a Deus e á minha família por ter tido oportunidade de fazer tudo isso quando criança, pois eu e muitos outros, tivemos a melhor infância!

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| Escrito por:Marlene Staub - 13/10/2011 22:00 |
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| Privilégio de poucos |
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Levando-se em conta que o mundo perde a cada dia suas belezas e encantos naturais, ou pela ação humana ou pelas próprias catástrofes relacionadas aos fenômenos da natureza, um fato curioso faz com que nos sintamos privilegiados.
Enquanto nossa aula transcorria na sua normalidade, no segundo andar da escola, um de meus alunos chamou a atenção para um beija-flor que sugava o néctar das flores da árvore em frente a nossa janela. Todos correram para apreciar a cena tão bela e tão próxima de nós. A pequenina ave pareceu feliz em ser observada e continuou sua tarefa ainda por alguns minutos. Então um aluno mais atento nos chama atenção para outro fato: logo ali, em frente à janela, na mesma árvore, uma pomba repousava em seu ninho, tomando conta dos filhotes. Foi incrível! Todos permaneceram extasiados, cochichando para não afugentar nossa querida “vizinha” e observando o carinho e atenção que ela dispensava às avezinhas recém-nascidas. A pombinha por sua vez não estranhou a movimentação e continua ali, todos os dias, enquanto a aprendizagem acontece na sala de aula ela nos dá uma inesquecível lição de como amar e cuidar bem de uma família.

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| Escrito por:Marlene Staub - 17/09/2011 17:41 |
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| Gauchinhos Amados |
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Mais uma Semana Farroupilha e nossa escola propicia aos alunos espaço para cultivarem mais intensamente os hábitos enraizados em nossa cultura ao longo de gerações.
Minha turma, do 3° ano das séries iniciais é prova viva do quanto é importante estimularmos a vivência das nossas tradições.
No galpão crioulo da escola o chimarrão e o churrasco foram preparados e apreciados com entusiasmo pelos meus pequenos e amados gauchinhos, enquanto ouviam música, dançavam e divertiam-se.


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| Escrito por:Marlene Staub - 15/09/2011 23:06 |
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| O Ideb não diz tudo! |
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Recebi de uma querida colega de trabalho, nesta semana, um e-mail com a seguinte frase introdutória: " Avante professores do Brasil, tenham muita força e coragem..." a seguir o texto abaixo, cujo conteúdo é de total coerência com as situações que nós, educadores, vivenciamos no dia a dia nas escolas brasileiras. Resolvi postar no meu blog para que os visitantes possam comentar e expressar suas ideias a respeito, já que o tema parece explodir na mídia nas últimas semanas e também para que se conheça um pouco mais da nossa vida profissional.
Carta escrita por uma professora que trabalha no Colégio Estadual Mesquita, à revista Veja:
RESPOSTA À REVISTA VEJA
Sou professora do Estado e fiquei indignada com a reportagem da jornalista Roberta de Abreu Lima “Aula Cronometrada”. É com grande pesar que vejo quão distante estão seus argumentos sobre as causas do mau desempenho escolar com as VERDADEIRAS razões que geram este panorama desalentador. Não há necessidade de cronômetros, nem de especialistas para diagnosticar as falhas da educação. Há necessidade de todos os que pensam que: “os professores é que são incapazes de atrair a atenção de alunos repletos de estímulos e inseridos na era digital” entrem numa sala de aula e observem a realidade brasileira. Que alunos são esses “repletos de estímulos” que muitas vezes não têm o que comer em suas casas quanto mais inseridos na era digital? Em que pais de famílias oriundas da pobreza trabalham tanto que não têm como acompanhar os filhos em suas atividades escolares, e pior em orientá-los para a vida? Isso sem falar nas famílias impregnadas pelas drogas e destruídas pela ignorância e violência, causas essas que infelizmente são trazidas para dentro da maioria das escolas brasileiras. Está na hora dos professores se rebelarem contra as acusações que lhes são impostas. Problemas da sociedade deverão ser resolvidos pela sociedade e não somente pela escola. Não gosto de comparar épocas, mas quando penso na minha infância, onde pai e mãe, tios e avós estavam presentes e onde era inadmissível faltar com o respeito aos mais velhos, quanto mais aos professores e não cumprir as obrigações fossem escolares ou simplesmente caseiras, faço comparações com os alunos de hoje “repletos de estímulos”. Estímulos de quê? De passar o dia na rua, não fazer as tarefas, ficar em frente ao computador, alguns até altas horas da noite, (quando o têm), brincando no Orkut, ou o que é ainda pior envolvidos nas drogas. Sem disciplina seguem perdidos na vida. Realmente, nada está bom. Porque o que essas crianças e jovens procuram é amor, atenção, orientação e disciplina. Rememorando, o que tínhamos nós, os mais velhos, há uns anos atrás de estímulos? Simplesmente: responsabilidade, esperança, alegria. Esperança que se estudássemos teríamos uma profissão, seríamos realizados na vida. Hoje os jovens constatam que se venderem drogas vão ganhar mais. Para quê o estudo? Por que numa época com tantos estímulos não vemos olhos brilhantes nos jovens? Quem, dos mais velhos, não lembra a emoção de somente brincar com os amigos, de ir aos piqueniques, subir em árvores? E, nas aulas, havia respeito, amor pela pátria.. Cantávamos o hino nacional diariamente, tínhamos aulas “chatas” só na lousa e sabíamos ler, escrever e fazer contas com fluência. Se não soubéssemos não iríamos para a 5ª. Série. Precisávamos passar pelo terrível, mas eficiente, exame de admissão. E tínhamos motivação para isso. Hoje, professores “incapazes” dão aulas na lousa, levam filmes, trabalham com tecnologia, trazem livros de literatura juvenil para leitura em sala-de-aula (o que às vezes resulta em uma revolução), levam alunos à biblioteca e a outros locais educativos (benza, Deus, só os mais corajosos!) e, algumas escolas públicas onde a renda dos pais comporta, até a passeios interessantes, planejados minuciosamente, como ir ao Beto Carrero. E, mesmo, assim, a indisciplina está presente, nada está bom. Além disso, esses mesmos professores “incapazes”, elaboram atividades escolares como provas, planejamentos, correções nos fins-de-semana, tudo sem remuneração; Todos os profissionais têm direito a um intervalo que não é cronometrado quando estão cansados. professores têm 10 minutos de intervalo, quando têm de escolher entre ir ao banheiro ou tomar às pressas o cafezinho. Todos os profissionais têm direito ao vale alimentação, professor tem que se sujeitar a um lanchinho, pago do próprio bolso, mesmo que trabalhe 40 h.semanais. E a saúde? É a única profissão que conheço que embora apresente atestado médico tem que repor as aulas. Plano de saúde? Muito precário. Há de se pensar, então, que são bem remunerados... Mera ilusão! Por isso, cada vez vemos menos profissionais nessa área, só permanecem os que realmente gostam de ensinar, os que estão aposentando-se e estão perplexos com as mudanças havidas no ensino nos últimos tempos e os que aguardam uma chance de “cair fora”.Todos devem ter vocação para Madre Teresa de Calcutá, porque por mais que esforcem-se em ministrar boas aulas, ainda ouvem alunos chamá-los de “vaca”,”puta”, “gordos “, “velhos” entre outras coisas. Como isso é motivante e temos ainda que ter forças para motivar. Mas, ainda não é tão grave. Temos notícias, dia-a-dia, até de agressões a professores por alunos. Futuramente, esses mesmos alunos, talvez agridam seus pais e familiares. Lembro de um artigo lido, na revista Veja, de Cláudio de Moura Castro, que dizia que um país sucumbe quando o grau de incivilidade de seus cidadãos ultrapassa um certo limite. E acho que esse grau já ultrapassou. Chega de passar alunos que não merecem. Assim, nunca vão saber porque devem estudar e comportar-se na sala de aula; se passam sem estudar mesmo, diante de tantas chances, e com indisciplina... E isso é um crime! Vão passando série após série, e não sabem escrever nem fazer contas simples. Depois a sociedade os exclui, porque não passa a mão na cabeça. Ela é cruel e eles já são adultos. Por que os alunos do Japão estudam? Por que há cronômetros? Os professores são mais capacitados? Talvez, mas o mais importante é porque há disciplina. E é isso que precisamos e não de cronômetros. Lembrando: o professor estadual só percorre sua íngreme carreira mediante cursos, capacitações que são realizadas, preferencialmente aos sábados. Portanto, a grande maioria dos professores está constantemente estudando e aprimorando-se. Em vez de cronômetros, precisamos de carteiras escolares, livros, materiais, quadras-esportivas cobertas (um luxo para a grande maioria de nossas escolas), e de lousas, sim, em melhores condições e em maior quantidade. Existem muitos colégios nesse Brasil afora que nem cadeiras possuem para os alunos sentarem. E é essa a nossa realidade! E, precisamos, também, urgentemente de educação para que tudo que for fornecido ao aluno não seja destruído por ele mesmo Em plena era digital, os professores ainda são obrigados a preencher os tais livros de chamada, à mão: sem erros, nem borrões (ô, coisa arcaica!), e ainda assim se ouve falar em cronômetros. Francamente!!! Passou da hora de todos abrirem os olhos e fazerem algo para evitar uma calamidade no país, futuramente. Os professores não são culpados de uma sociedade incivilizada e de banditismo, e finalmente, se os professores até agora não responderam a todas as acusações de serem despreparados e “incapazes” de prender a atenção do aluno com aulas motivadoras é porque não tiveram TEMPO. Responder a essa reportagem custou-me metade do meu domingo, e duas turmas sem as provas corrigidas.
Está aí o que se pode chamar de DESABAFO! E eu não poderia deixar de encerrar esse post dizendo:
"Faço das suas as minhas palavras, colega."
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| Escrito por:Marlene Staub - 29/05/2011 20:47 |
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| O MUNDO E O CAOS: ERA PARA SER ASSIM? |
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Há muitos anos atrás, quando eu ainda era estudante da sexta série (se não me falha a memória), produzi um texto na escola a respeito das questões do meio ambiente. Lembro-me que usei na introdução uma frase que me chamara atenção durante a leitura de um artigo publicado na Revista Mundo Jovem. A frase era a seguinte:
" O mundo tem uma pele e essa pele sofre doenças e, uma delas, chama-se HOMEM."
Hoje, refletindo sobre tudo que vemos acontecer diariamente, nas mais diversas regiões do planeta, é impossível deixar de perceber o quanto nosso mundo está se transformando...
Alguns encaram os fatos como a “Mão Divina” punindo a humanidade pelo mau comportamento, como aconteceu na época do dilúvio... a arca de Noé.., ou seja, estávamos avisados de que aconteceria e nos negamos a crer ou, estava escrito que seria assim...
Já outros mais apegados ao que é palpável, analisam dados científicos coletados constantemente no ambiente e preveem que tudo pode piorar, uma vez que o consumo desenfreado, o acúmulo de lixo, o uso insensato dos recursos naturais, a emissão exagerada de poluentes na atmosfera, entre outros, estão em plena escalada nos gráficos ambientais.
Como professora da Biologia e por trabalhar com essas questões em sala de aula, automaticamente construo minhas próprias impressões sobre tudo isso. Estar certa ou errada é outra questão, mas julguei apropriado, nesse momento, falar sobre essas idéias.
Antes de tudo quero deixar claro que acredito em Deus, mas também creio na Ciência e assim sendo, posso sim entrelaçar a ambos em meus pensamentos e presumir que seja mesmo verdade que o mundo possa ter um fim, ou melhor, um novo começo. Mas isso não é algo da atualidade. Não, decididamente, não! Nosso planeta sempre conviveu com mudanças, com alterações em seus elementos: solo, água e ar. Adaptou-se a essas mudanças reestruturando o ambiente conforme era possível. Como a humanidade cresceu assustadoramente nas últimas décadas e com ela o desenvolvimento tecnológico acelerou-se, surgiram conseqüências... Portanto, se hoje vivenciamos o caos, o desequilíbrio total, simplesmente estamos vendo o resultado de nossas ações coletivas em grande escala.
E Deus? Onde fica nessa história? Fica aqui, por detrás de todas as forças naturais que fluem entre a matéria existente, buscando o equilíbrio tão necessário à vida. E que Ele nos perdoe pela omissão, pelo descaso, pela petulância de pretender comandar um mundo que nós, humanos, não criamos, mas usufruímos inconsequentemente.
Ironicamente a história se repete: Adão e Eva expulsos do Paraíso! A humanidade subjugada às suas ações também não pode ser expulsa do ambiente terrestre?
E agora? Há salvação? Para alguns tantos de nós talvez, aos quais ficará a tarefa conjunta com as forças da natureza de novamente reestruturar o meio ambiente para que a vida siga num mundo que, até o momento pelo menos, é o único que a torna possível... |
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| Escrito por:Marlene Staub - 26/03/2011 22:41 |
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| Quando ensinar é sinônimo de divertir |
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Ser educador nos dias atuais nos exige muita criatividade e compromisso, do contrário estaremos fadados ao stresse do constante insucesso na sala de aula.
Um recurso que utilizo e recomendo aos meus colegas docentes (independentemente da sua área de atuação)são as paródias.
Elaboradas em sala de aula ou como tarefa de casa, concursos... propiciam diversão e aprendizagem e, melhor ainda, os alunos não esquecem, pois decoram as músicas e fazem graça com elas. Já observei que até durante avaliações alguns alunos cantarolavam a paródia para lembrar de determinado conceito. Muito legal!
Para ilustrar este post segue uma das paródias que marcou bastante a turma do 9° ano (8ª série) do ano passado, quando estudamos as Teorias Atômicas e a estrutura de um átomo e os grupos de elementos na Tabela Periódica nas aulas de Ciências. Confira!
Paródia baseada na música METEORO de Luan Santana
Na TABELA estudei e aprendi quem é que são:
Os metais e não metais, gases nobres e atenção,
Tem também o Hidrogênio que não tem família não!
Ah! Como é fácil de lembrar!!
Ao descobrir o átomo foi mais feliz,
Era o que Dalton queria e sempre quis.
Com Rutherford e Bohr não foi assim,
Criaram um modelo mais perfeito enfim...
Se tem núcleo, eletrosfera... eu posso entender...
Pois só quem pensa, consegue aprender!!!
Vou lembrar você então, preste muita atenção:
São os prótons e os nêutrons que no núcleo sempre estão
Ah! Não se pode vacilar!!
Ah! E dos elétrons não lembrar!! |
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| Escrito por:Marlene Staub - 24/02/2011 20:45 |
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| FÉRIAS, POR QUÊ? |
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Há séculos atrás, os romanos costumavam tirar um dia de descanso conhecido como "feria". Este dia, por prescrição da igreja Católica da época, era o dia em que ninguém deveria trabalhar.
Assim como hoje, naquela época (século III), os dias da semana eram sete e tinham a palavra "feria" acompanhada do seu nome: "Prima feria, Secunda feria, Tertia feria, Quarta feria, Quinta feria, Sexta feria e Septima feria".
Mais tarde,"prima feria" recebeu o nome de "Dominiciues dies", que significava dia do Senhor, e "Septima feria" transformou-se em "Sabbatu", dia em que os primeiros judeus cristãos se reuniam para orar. Atualmente, conhecemos estes dois dias como Domingo e Sábado, nossos dias de descanso.
Com o passar do tempo, além dos finais de semana, surgiram também as férias escolares e as férias do trabalho. São períodos mais longos, aos quais todas as pessoas tem direito, mas por que esse direito foi instituído?
É simples e lógico: todo ser humano, seja qual for sua atividade, sua ocupação, seu trabalho, precisa de uma pausa até mesmo para que possa sentir falta do que faz. Sim, parece irônico, mas é pura realidade!
Como professora há um bom tempo, já senti isso muitas vezes. Ao encerrar o ano letivo, por exemplo, é comum que estejamos estressados, cansados, desanimados até pelos inúmeros problemas que enfrentamos durante o ano: falta de tempo para planejar, corrigir tarefas, preencher documentos; alunos desinteressados, notas baixas, indisciplina, reprovação, reclamações infundadas, salário estagnado ...
Ah! Mas então vem as FÉRIAS! Tempo de relaxar, dormir um pouco mais, colocar as coisas em ordem, fazer programas com a família, viajar, acampar, receber e visitar amigos e parentes, enfim “esvaziar a cabeça” ou ocupá-la com outras coisas fora da rotina.

O resultado disso pode ser incrível ao ponto de se iniciar o novo ano letivo com todas as expectativas renovadas... novos alunos, novas turmas, novas metas... E o importante também é preparar novas aulas, pois nosso aluno, que também retorna das férias vem igualmente cheio de expectativas.
E se você cansar novamente? Lembre-se que virão as férias e concentre suas energias enquanto elas não chegam... rsrsrsrs...
Obs.: Desculpem pelo período sem posts, mas eu estava precisando de FÉÉÉÉÉÉRIAS! Obrigada pela compreensão. |
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| Escrito por:Marlene Staub - 22/01/2011 18:21 |
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| Parabéns VEMKMEVER! |
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A 4ª edição do FACE – Festival de Artes Cênicas, promovido pelo Grupo Teatral VEMKMEVER em nossa cidade na última semana, trouxe mais uma vez para nossa comunidade a oportunidade de vivenciar, promover e apreciar a arte da dramatização.
Na última sexta-feira à noite assisti a peça “La Perseguida” do teatro Vagamundo de Santa Maria, onde um único palhaço fez com que o tempo perdesse a importância para a platéia, que ria e interagia o tempo todo com o artista. Um espetáculo! Em todos os sentidos.
É por essas e outras que o Grupo VEMKMEVER merece incentivo constante, por ser exemplo de seriedade e competência. Prova disso são os inúmeros prêmios que já conquistaram e o sucesso que fizeram em suas apresentações pelo estado.
Parabéns VEMKMEVER! E aguardamos ansiosos a edição do 5° FACE.

A 4ª edição do FACE – Festival de Artes Cênicas, promovido pelo Grupo Teatral VEMKMEVER em nossa cidade na última semana, trouxe mais uma vez para nossa comunidade a oportunidade de vivenciar, promover e apreciar a arte da dramatização.
Na última sexta-feira à noite assisti a peça “La Perseguida” do teatro Vagamundo de Santa Maria, onde um único palhaço fez com que o tempo perdesse a importância para a platéia, que ria e interagia o tempo todo com o artista. Um espetáculo! Em todos os sentidos.
É por essas e outras que o Grupo VEMKMEVER merece incentivo constante, por ser exemplo de seriedade e competência. Prova disso são os inúmeros prêmios que já conquistaram e o sucesso que fizeram em suas apresentações pelo estado.
Parabéns VEMKMEVER! E aguardamos ansiosos a edição do 5° FACE.
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| Escrito por:Marlene Staub - 31/10/2010 18:36 |
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| Sentimentos de um Professor |
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Dia 15 de outubro, Dia do Professor, paro para refletir o verdadeiro sentido desse trabalho que é a essência, senão de todas, da maioria das outras profissões.
Embora eu seja professora de Biologia, tenho uma paixão especial pela poesia e outros gêneros do mundo literário e, sempre que possível, os incluo em meus planejamentos diários.
Dessa forma optei por expressar minha reflexão pessoal em forma de poesia:
CORAÇÃO DE UM PROFESSOR
Numa aula de Biologia
Dissecava-se um coração
Abrindo-o com cuidado
Para a devida observação.
Depois da tarefa cumprida
Cada um fez seu relato detalhado e o entregou.
Foi então que um aluno ao mestre perguntou:
De quem é esse coração?
O mestre ainda indagou:
Por que perguntas?
O aluno argumentou:
Por que nunca imaginei encontrar tantas coisas em um só coração...
O mestre contemplou o aluno e confirmou:
É, você tem razão...
Seja dor ou seja amor,
Todo sentimento tem lugar no coração de um PROFESSOR...
ALEGRIA, ao ver seu trabalho reconhecido
TRISTEZA, ao ver tantos jovens desperdiçando oportunidades de aprender
ESPERANÇA, ao deparar-se com bons exemplos
FRUSTRAÇÃO, ao planejar maravilhas e não poder executá-las
ORGULHO, ao ver seu aluno vencer
EXPECTATIVA, a cada novo ano letivo, a cada turma nova que assume
SOLIDÃO, ao lutar pela sua valorização profissional
CARINHO, ao receber o abraço sincero de seu aluno
IMPOTÊNCIA, ao ter que assumir tantos problemas que não pode resolver
PACIÊNCIA, para tentar de novo
INDIGNAÇÃO, pelo desrespeito e violência
CORAGEM, para desafiar cérebros
MEDO, por não perceberem que ele é humano (passível de erros)
SATISFAÇÃO, pelo privilégio de contribuir na construção de seres humanos.
Marlene Staub
Professora
(com muito orgulho)
Dedico esse post a todos que foram meus professores, em especial ao Prof° Valdemar De Carli, que despertou em mim essa paixão por ler e escrever. Muito Obrigada!
Feliz Dia do Professor!!


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| Escrito por:Marlene Staub - 14/10/2010 18:36 |
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Sem Categoria |
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| Compreendendo seus direitos |
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Na Semana da Criança, quero registrar aqui, no meu blog, algumas das ilustrações produzidas pelos meus alunos após estudarmos o E.C.A. (Estatuto da Criança e do Adolescente). Como vc pode conferir, além de belos desenhos, eles demonstram total compreensão do tema estudado.
Como professora volto a afirmar: a capacidade das crianças não deve ser menosprezada, mas sim potencializada para que elas resolvam seus problemas cotidianos com sabedoria e criatividade. Um beijo enorme à minha turminha do 3° ano e que sua infância siga repleta de amor, respeito, saúde e paz. Tenho muito orgulho de vocês!




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| Escrito por:Marlene Staub - 13/10/2010 21:41 |
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Sem Categoria |
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| TODA LIBERDADE TEM LIMITE |
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Todos nós, seres humanos, passamos a vida pleiteando a tão famosa "liberdade". Mesmo quando ainda somos bebês já expressamos nossas vontades e esperamos que elas sejam atendidas.
Aos poucos vamos aprendendo que a liberade total é inviável, pois resultaria no caos total. Alguns aprendem isso facilmente através da educação que recebem da famíla, da escola e das próprias experiências vividas. Outros infelizmente não compreendem o valor dos limites que necessariamente permeiam tudo que fazemos.
Esse post foi motivado pela completa indignação que senti ao ler algumas publicações de outro blog, onde palavrões e xingamentos parecem fluir como "armas" para defender a liberdade de expressão. Há aí um equívoco enorme...
Somos todos diferentes! Mas igualmente não temos o direito da fazer uso da linguagem para defender nossos pontos de vista, esquecendo-nos das regras de convivência, do respeito, ou seja, dos valores imprescindíveis em qualquer tipo de sociedade civilizada. Portanto, cuidado com as palavras! Elas poderão revogar seu direito à "liberdade de expressão". |
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| Escrito por:Marlene Staub - 26/09/2010 22:50 |
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| Emoções Tradicionalistas |
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A cultura gaúcha é uma das mais belas do país, pois o tradicionalismo é semeado nas crianças desde o berço quando os pais as vestem a caráter e as levam para participar de eventos que resgatam, cultivam e preservam os costumes do nosso povo. Como mãe, é difícil descrever a emoção que sinto cada vez que vejo meus filhos vestidos com a pilcha, prontos para se apresentarem. A seriedade, o compromisso que isso representa para eles, mesmo sendo ainda tão pequenos, é impressionante.
Também vale destacar a desenvoltura com que dançam os mais diversos ritmos gauchescos. Inclusive numa ocasião dessas, estávamos eu e meus filhos numa festa, acompanhando meu esposo que fotografava a trabalho e meu menino de 8 anos me disse: " Mãe, pode dançar se você quiser." E eu, surpresa respondi: "Mas com quem, filho? Teu pai está trabalhando!" E ele na mesma hora: "Comigo, mãe!"
E claro que aceitei o convite e fomos dançar, sob os olhares encantados de algumas pessoas que nos observavam... O orgulho que senti será guardado no coração, juntamente com outras tantas lembranças preciosas como o dia em que a minha filhinha subiu ao palco vestida de prenda, com João Chagas Leite, para cantar a música Desassossegos.

Vale a pena ser gaúcha! Poder desfrutar dessa terra, desse clima e desses costumes enraizados no nosso povo.

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| Escrito por:Marlene Staub - 19/09/2010 18:39 |
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Sem Categoria |
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| Patriotismo e Pureza |
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As crianças tem uma capacidade incrível de expressar seus sentimentos, suas idéias, na forma mais pura e encantadora. Todo educador deveria ter a oportunidade de trabalhar com alunos das séries iniciais, pois as compensações e o aprendizado profissional são inquestionáveis. Além de termos que dominar uma gama maior de conhecimentos gerais ( trabalha-se todas as áreas do conhecimento: Português, Matemática, Ciências, Estudos Sociais, Educação Física, Arte e Religião) recebemos em troca amor, entusiasmo e respeito. Qual o professor que não deseja isso no seu dia a dia?
Trabalhando sobre a Independência do Brasil nesta Semana da Pátria, meus alunos (que tem em média 8 anos de idade) produziram em equipes, pequenas poesias sobre esse tema.
Feliz com o resultado do trabalho, publico aqui para que vocês, visitantes desse blog, possam conferir e apreciar:
BRASIL A MIL
Eu moro no Brasil
Brasil de encantos mil
O Brasil é uma beleza
Ele tem muitas riquezas.
Foram anos de exploração
Mas brasileiro luta com o coração!
No Brasil tem muita amizade
E uma boa diversidade.
Autores: Luana, Bárbara, Vitor,
Gabriel e Lauren
O BRASIL FAZ A DIFERENÇA
A nossa Pátria é o Brasil
Amada, querida, a nossa terra é assim
Ela tem paz, amor, céu e beleza
Ela é a melhor pra mim!
A nossa Pátria é nossa vida
Nosso Brasil tem muita paz
Brasil é cultura e natureza
E toda diferença isso faz.
Conquistou a independência
E quer cidadania
Com nobreza e respeito
Ao seu povo todo dia.
Autores: Letícia, Evandro e Paola
ENERGIA BRASILEIRA
Brasil com amor e amizade
Brasil o corpo e na alma
Brasil com solidariedade
Brasil merece palmas!
Brasil cheio de riquezas e alegria
Brasil de céu estrelado e brilhante
Brasil com pássaros em cantoria
Brasil é nosso diamante!
Autores: Ana Carolina, Suelen,
Tauane e Wesley
BRASILEIROS PARA SEMPRE!
A nossa Pátria é sagrada
E muito animada
Nas cores do meu Brasil,
Verde, amarelo e azul anil
Meu Brasil tem nobreza
E tem muita beleza.
Do que a terra mais garrida
Se faz a cidadania
O nosso Brasil querido
Tem muitas riquezas e muita alegria.
Autores: João Luís, Jeferson,
Lucas e Rodrigo
PAÍS COM ALEGRIA
Meu Brasil é assim
Cheio de riquezas e de amor
E muita diversidade
Brasil com muito sabor
E cheio de bom humor.
Brasil com cidadania
Com saúde e alegria
País da sabedoria
E com muita poesia.
Autores: Marciéli, Thaís, Ana Marília
Yan e Evair
Queridos alunos, tenho muito orgulho de vocês!!
BRASIL A MIL
Eu moro no Brasil
Brasil de encantos mil
O Brasil é uma beleza
Ele tem muitas riquezas.
Foram anos de exploração
Mas brasileiro luta com o coração!
No Brasil tem muita amizade
E uma boa diversidade.
Autores: Luana, Bárbara, Vítor,
Gabriel e Lauren
O BRASIL FAZ A DIFERENÇA
A nossa Pátria é o Brasil
Amada, querida, a nossa terra é assim
Ela tem paz, amor, céu e beleza
Ela é a melhor pra mim!
A nossa Pátria é nossa vida
Nosso Brasil tem muita paz
Brasil é cultura e natureza
E toda diferença isso faz.
Conquistou a independência
E quer cidadania
Com nobreza e respeito
Ao seu povo todo dia.
Autores: Letícia, Evandro e Paola
ENERGIA BRASILEIRA
Brasil com amor e amizade
Brasil o corpo e na alma
Brasil com solidariedade
Brasil merece palmas!
Brasil cheio de riquezas e alegria
Brasil de céu estrelado e brilhante
Brasil com pássaros em cantoria
Brasil é nosso diamante!
Autores: Ana Carolina, Suelen,
Tauane e Wesley
BRASILEIROS PARA SEMPRE!
A nossa Pátria é sagrada
E muito animada
Nas cores do meu Brasil,
Verde, amarelo e azul anil
Meu Brasil tem nobreza
E tem muita beleza.
Do que a terra mais garrida
Se faz a cidadania
O nosso Brasil querido
Tem muitas riquezas e muita alegria.
Autores: João Luís, Jeferson,
Lucas e Rodrigo
PAÍS COM ALEGRIA
Meu Brasil é assim
Cheio de riquezas e de amor
E muita diversidade
Brasil com muito sabor
E cheio de bom humor
Brasil com cidadania
Com saúde e alegria
País da sabedoria
E com muita poesia.
Autores: Marciéli, Thaís, Ana Marília
Yan e Evair
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| Escrito por:Marlene Staub - 04/09/2010 16:39 |
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Sem Categoria |
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